Voltei aos treinos diversas vezes, mas o prazer pela corrida tinha me abandonado. Assim, todo dia de treino, antes de calçar o tênis, travava uma batalha mental entre o 'eu vou' e o 'eu não vou'.
Esse desentendimento íntimo vinha sendo intenso e o 'eu não vou treinar' venceu a maior parte das batalhas. Inclusive, muitas vezes, quando decidi não treinar, estava longe de calçar o tênis.
Aliado ao 'eu não vou' engordei (3 quilos); estive muito mais cansado e menos disposto ao trabalho; minhas noites nunca eram suficientes para o repouso e sempre acordava arrastado. Além de tudo isso, ainda tinha a culpa. E foi ela quem me obrigou a voltar. Era preciso levantar; vencer o cansaço e correr. Simplesmente correr.

Oito quilômetros depois, 'desatei o nó'. Corri com prazer. Corri de olho na paisagem, com uma bela música como trilha. Fantástico. Hoje talvez tenha sido o fim da culpa.
Darei notícias.
Grande Abraço a Todos
Luiz Guilherme Loivos
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